A terra ressecada
apresenta fissuras revelando formas, mostrando agressão a natureza, causando
modificações na paisagem. As formas variadas, da terra, representam sentimentos
revelando, como a paisagem se expressa quando agredida.
O homem faz parte da “Natureza” em seu todo,
passa por varias mudanças ao decorrer da vida como as paisagens e é a natureza
humana que revela o estado de alma como nas paisagens. A natureza é a ciência e
a desencadeadora da funcionalidade dos ambientes e dos organismos vivos por
outro lado: embora todos os homens provenham da mesma espécie, homo sapiens, um
traço comum da natureza humana que é negado ao homem pelo homem, que não
reconhece o seu semelhante, ou que monopoliza á plena qualidade de homem,
transformando, agredindo a natureza de acordo com os seus interesses nesse caso
a natureza não passa de uma matéria-prima maleável que sofre intervenções por
influência de um jogo de interesses. Mas não é certo que a natureza comporta um
princípio de variedade que é testemunhada pelos milhões de espécies vivas? Não
comporta um princípio de transformação? Não comporta em si própria a evolução,
que conduziu ao homem? Será a natureza humana desprovida de qualidades biológicas?
Quando, finalmente, o homem e a sua natureza humana emergir com plenitude,
virtude, bondade, respeito e compreensão, só assim descobrira que sua matéria
física é parte integral desta paisagem, se não descobrira que essa paisagem é imaginária.
O barro, elemento proveniente desta
paisagem, identifica diferentes espaços atravessados e vivenciados por mim. É
como recordações, uma espécie de retrato, preservando uma paisagem que não mais
existe. Em “retrato 20x20”,
relaciono-me diretamente com o barro e essas memórias de paisagens
desaparecidas, transformadas. As
memórias das paisagens por mim vividas, ainda se fazem presentes no trabalho
intitulado “listelo”, reverenciando o
universo da azulejaria, um referencial econômico de Criciúma, paisagem que habito.
O barro, submetido à transformação do homem e da natureza, são apresentadas
lado a lado, através da série de imagens fotográficas da terra ressecada,
ladeadas por quadrantes de barbotina, que apresentara aspecto craquelado pela
transformação do tempo.
O tempo também é elemento
presente no trabalho “jardim insólito” ,
onde o barro é instalado sobre suportes e ali se modifica, resseca, sofre
modificações ao decorrer da exposição, como um jardim silencioso, aguardando
cultivo recuperação.
O barro, matéria prima dos trabalho,
são extraídos por mim, de diferentes lugares de minha cidade, servindo de
material de pintura, tendo suas características naturais como cor e textura
preservadas.
Alexandre
Antunes
| retrato 20x20 |
retrato 20x20 (detalhe) |
| jardim insólito / listelo |
| jardim insólito |
| listelo |
| listelo |
![]() |
| listele (detalhe) |
| montagem. . . |


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